Sobre o site
O que é o Eles Votam por Você e como o método funciona, em linguagem simples.
Em resumo
Coletamos todo dia as votações oficiais da Câmara e do Senado, agrupamos as votações de um mesmo assunto em políticas e calculamos a posição de cada parlamentar usando só uma coisa: o voto dele. Discurso e promessa não entram na conta.
Quem faz
Quem faz este site? Tem partido?
O Eles Votam por Você é um projeto independente e sem fins lucrativos de transparência política, sem vínculo com partidos, campanhas ou com o próprio Congresso. Reunimos as votações nominais em um só lugar, organizadas por tema, para que qualquer pessoa acompanhe como seus representantes votam. As políticas cobrem o espectro inteiro: em algumas quem pontua alto é a esquerda, em outras é a direita, porque o objetivo é mostrar o voto, não julgá-lo.
Os dados
De onde vêm os dados?
Dos portais oficiais de Dados Abertos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que publicam o registro de cada votação. Coletamos esses registros todos os dias. As votações do Senado começam em 2019 e as da Câmara em 2020.
- Câmara dos Deputados: dadosabertos.camara.leg.br
- Senado Federal: legis.senado.leg.br/dadosabertos
Só votações nominais entram. O que é isso?
Votação nominal é a que registra o voto de cada parlamentar pelo nome: Sim, Não, Abstenção ou Obstrução. Na votação simbólica, o resultado sai no conjunto e ninguém tem voto individual registrado. Como boa parte das decisões do Congresso é simbólica, nem toda pauta importante aparece aqui: só mostramos o que tem registro individual.
E as votações secretas do Senado?
Quase metade das votações do Senado é secreta. O caso mais comum são as sabatinas: antes de um indicado assumir cargos como ministro do STF, chefe da PGR, diretor do Banco Central ou embaixador, o Senado o entrevista e aprova (ou rejeita) o nome em voto secreto. Nesses casos o painel informa que o senador votou, mas não revela o voto. Essas votações aparecem como "outro registro" e contam como presença, mas não podem entrar nas políticas, porque não há como saber a posição individual.
As políticas
Como uma política é montada?
Uma política reúne votações sobre o mesmo assunto, com uma direção clara (ex.: "Mais investimento na educação"). Para cada votação, definimos qual voto representa apoio: em algumas, votar SIM apoia a política; em outras (como flexibilizar uma proteção), votar NÃO é que apoia. Votações decisivas têm peso maior (marcadas com ★). Cada página de política lista todas as votações consideradas, com link para o projeto na íntegra no site oficial.
E quando quase todos votam igual?
Uma votação aprovada por 470 a 1 quase não distingue parlamentares: saber que alguém acompanhou a maioria esmagadora informa pouco sobre suas convicções. Por isso, quando 95% ou mais dos votos vão para o mesmo lado, a votação entra com peso reduzido. Não a descartamos, porque ela diz muito sobre a minoria que votou contra a corrente. O corte é automático, calculado a partir do resultado apurado, não é escolha editorial nossa caso a caso. Na página de cada política, essas votações trazem um i ao lado do selo: clique para ver o placar e a explicação.
Só entram votações de plenário
Numa votação de comissão, apenas os poucos parlamentares que são membros dela podem votar. Contar isso seria injusto: os demais apareceriam como ausentes sem nunca ter tido a chance de se posicionar. Por isso consideramos só as votações de plenário (da Câmara e do Senado) onde todos podiam votar.
Quem decide se um parlamentar apoia uma política?
Ninguém: os votos decidem. Nosso trabalho editorial se limita a escolher quais votações entram e qual voto conta como apoio, e essas escolhas ficam publicadas na página de cada política, abertas para qualquer pessoa conferir.
Por que o número do projeto às vezes não bate?
O Congresso costuma votar vários projetos parecidos de uma vez: eles são "apensados" ao mais antigo e o plenário aprova um texto único, o substitutivo. Por isso a descrição oficial da votação pode citar um número diferente do projeto que lhe deu origem. Nas nossas páginas mostramos o projeto principal, e o link oficial de cada votação leva ao registro completo, onde os apensados aparecem.
Por que não existe política sobre certos temas?
Porque o plenário não votou esses temas nominalmente no período que cobrimos. Vários marcos recentes, como o casamento igualitário e a criminalização da homofobia, vieram de decisões do STF, não de votações no Congresso. Quando houver votação nominal, a política é criada.
A posição de cada parlamentar
O que significa a posição (score)?
É o apoio do parlamentar à política, de 0 a 100: 0 significa votar sempre contra a direção da política; 100, sempre a favor. Traduzimos o número em faixas, de "Sempre contra" a "Sempre a favor", e o percentual exato aparece ao passar o mouse.
E as faltas? Como pesam?
Faltas pesam pouco no score, para não punir ausências pontuais. Quem tem pouquíssimos votos numa política aparece como "sem votos suficientes", com um resumo do que aconteceu em cada votação e, como referência, a média do partido. O registro oficial não distingue falta por doença, missão oficial ou escolha, então tratamos todas da mesma forma.
Como calculamos a presença?
A presença mostra de quantas votações nominais do plenário o parlamentar participou durante o mandato. Votação de comissão não entra na conta: quem não é membro daquela comissão não podia votar ali, e cobrar isso como falta seria injusto. Para quem estreou junto com a legislatura, contamos desde o primeiro dia dela; para quem chegou depois (suplentes, por exemplo), desde o primeiro registro; para quem já deixou o cargo ou está de licença, a contagem para no último registro. Votações que caíram dentro de uma licença registrada saem do denominador. Quando há um período longo sem votos que nenhuma licença explica, e esse período concentra muitas votações, preferimos não publicar percentual nenhum a publicar um número injusto. Acima de 50% de ausência, o dado ganha destaque no perfil: o papel de quem foi eleito é votar.
Confiança e limites
Como conferir se os dados estão certos?
Cada votação traz data, casa, placar e o link "Ler o projeto na íntegra" para a página oficial da Câmara ou do Senado, onde você confere o registro original, voto a voto. Os dados são públicos e oficiais, e este site não é filiado ao Congresso Nacional nem a nenhum partido.
Escolhas que fizemos, e seus limites
Todo método tem escolhas, e preferimos declará-las. Os pesos são nossos: votação normal vale 10, votação decisiva (★) vale 25 e votação quase unânime vale 4. Ausência entra com 20% do peso e conta como meio-termo: nem apoio, nem rejeição. Isso evita punir a falta pontual, mas tem um efeito colateral: quem falta muito tende ao meio da escala, o que pode parecer indecisão em vez de ausência. O perfil mostra a presença separadamente por isso.
Algumas votações do conjunto são requerimentos de urgência, que decidem se a matéria vai direto ao plenário: medem disposição de pautar, não posição sobre o conteúdo. Mantemos porque, na prática, a urgência costuma ser disputada nos mesmos termos do mérito, mas é uma escolha discutível, e cada página de política mostra quais votações são de que tipo. Por fim, bastam 2 votos para pontuar: em políticas com poucas votações, o resultado individual se apoia em pouca informação, e a página avisa quando é o caso.
Limites e cuidados
Uma votação nem sempre reflete a posição completa de alguém. Há acordos, textos combinados e votos táticos. Por isso mostramos sempre as votações que compõem cada política, para você conferir o contexto. Esta é uma ferramenta de transparência, não um julgamento.
Correções
Encontrou algo errado? A transparência também vale para nós. Escreva para contato@elesvotamporvoce.org e faremos o possível para analisar e corrigi-lo o mais rápido possível.